Atalhada

O Sr. Bispo D. Fr. Lourenço de Castro, por alvará de 6 de Novembro de 1674, deu licença para se levantar altar de pedra na ermida, e por alvará de 6 de Abril de 1677 autorizou celebrar missa.
O Sr. D. Fr. Bispo Valério do Sacramento, na visita de 28 de Fevereiro de 1743, fala na criação dum curato onde o cura terá residência. Os habitantes do lugar das Socas devem vir, à missa, à Atalhada e à custa do povo se deve fazer um confessionário e um relicário para levar o Sacramento aos enfermos.
O licenciado Pedro Ferreira de Medeiros, na visita de 16 de Novembro de 1746, regula as obrigações do cura.
No ano de 1817 começou-se a adquirir materiais para a actual igreja, e em 1826 o vigário do Rosário, Manuel Joaquim Soares, pediu licença para a sua edificação no lugar da primeira que estava muito velha e era muito pequena, na qual não cabia a terça parte da população daquele lugar, assistindo o povo ao Santo Sacrifício da missa ao rigor do sol e chuva. O requerimento foi deferido pelo governador do Bispado José Maria Bettencourt Vasconcelos, em 20 de Maio de 1826.
A Junta da Paróquia, na sessão de 28 de Junho de 1847, deliberou a construção da torre, sacristia, adro e assobradar da Igreja.
No primeiro domingo de Setembro de 1847 foi colocado o Sino na referida Igreja , havendo missa cantada, sermão e de tarde procissão com o Santíssimo, tudo expensas do cura de então, Padre José Jacinto Tavares de Sousa.
O cura Herculano Romão Ferreira, mandou vir do porto uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, que está em um altar lateral mandado construir pelo dito cura, tudo a expensas do povo. No de 1904 consertou-se a capela-mor por iniciativa do reverendo Padre José Tavares Furtado.
Por sentença do Vigário Capitular José dos Reis Fisher, de 15 de Maio de 1912 foi concebida autorização para serem administrados os sacramentos do Baptismo e Matrimónio com o registo em livros próprios, como também o registo dos óbitos, tudo a carga do respectivo cura-capelão.
A licença para se levantar o altar de pedra foi concedida também a 6 de Novembro de 1674. Tem no frontispicio: N. S. DAS NECESSIDADES